John Green é um dos autores que mais tem chamado a atenção recentemente, principalmente por parte do público jovem. Até então, eu só havia lido A culpa é das estrelas e como disse em minha resenha, não achei tão bom, lindo, emocionante e blábláblá, como dizem. Então, posso dizer que fiquei com uma imagem desempolgante dos livros de Green em minha cabeça, não importa o quão atraente o título Teorema Katherine soasse em meus ouvidos. Desde a Bienal, em que tive de enfrentar uma fila terrível para entrar no estande da Intrínseca, Cidades de Papel me parecia ser um bom livro. 

E realmente é. A partir da página 200, é como se as coisas mudassem completamente de ritmo e só assim me senti entretida. Mas vamos lá, do que se trata a história? 

Quentin Jacobsen é vizinho de Margo Roth Spiegelman, seu amor platônico desde quando era criança. Os dois costumavam brincar e se aventurar juntos. No entanto, as coisas mudam. Quentin se torna parte dos alunos rejeitados e Margo é uma das garotas mais populares de toda a escola. Isso, até ela aparecer, certa noite, em sua janela e convocá-lo para uma importante missão. Por se tratar de Margo, ele não pensa duas vezes e acaba aceitando. Quentin começa a achar que a partir daí, as coisas voltarão a ser como antes, mas Margo não vai a escola no dia seguinte e seu paradeiro se torna desconhecido. É quando Quentin começa uma longa jornada em busca do paradeiro de sua tão idealizada Margo. 

É difícil dizer sobre o que realmente o livro se trata. Pois, na verdade, ele não se restringe a um único assunto. É uma mistura de metáforas e reflexões. A interpretação, seguida da compreensão, é um dos pontos fortes de Cidades de Papel. Não adianta dar uma lida por alto, é preciso ler com atenção porque os diálogos são muito mais profundos do que parecem. No início, eu até fiquei meio perdida e cheguei a julgar o livro como chato. Ainda sim, me arrastei (por sorte) para ler o livro inteiro e quando cheguei a página 200, foi como se finalmente compreendesse o que estava lendo e também foi quando comecei a gostar do livro, da história, dos personagens, da escrita ora hilária, ora filosofa de Green. 

Gostei muito de como o poema de Walt Whitman pareceu se encaixar perfeitamente na história e como o autor o inseriu. Quase me vi querendo decifrá-lo junto do personagem principal, Quentin. 

O início do livro, embora importante, achei um pouco entediante. A cada parágrafo, o tédio de Quentin parecia estar sendo passado para mim e eu já cogitava a ideia de não ler mais nenhum livro de John Green. Que bom que as coisas mudam no decorrer da história, mas ainda não pretendo ler outro livro do autor tão cedo (digo isso, mas tenho quase certeza de que em breve terá outra resenha de Green por aqui). 

Cidades de Papel é, como seu título, um livro misterioso, mas sensível e tocante em todas as suas facetas. 

Título: Cidades de Papel
Autor: John Green
Número de páginas: 303
Editora: Intrínseca
Nota do Como Devorar Livros: 4/5

9 Comentários

  1. Eu tava observando justamente isso nos livros do John Green, eles começam meio paradinhos, mas vão ganhando força no final. É inacreditável *O* Enfim, gostei muito da sua resenha!

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  2. Oie :)

    Nossa ao contrário de você, gostei do livro do começo ao fim e achei ele cada vez melhor e com certeza lerei tudo do Green. Beijos!

    http://euvivolendo.blogspot.com.br/

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  3. Sou apaixonada por Green! E esse livro é simplesmente encantador.
    Ele tem essa estrutura entediante no início, mas achei altamente justificável visto que era quando a vida de Quentin estava lenta. É como se Margo fosse a velocidade da vida dele.
    ADoro!!!!

    bjus
    terradecarol.blogspot.com

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  4. Mesmo sem tanta emoção, você devorou este livro!!! Ainda bem que a despensa está abastecida. Bjs e sucesso

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  5. Nunca li nenhum livro desse autor, mas ele vem sendo tão aclamado que quero mudar logo isso asuah sua resenha me fez despertar um interesse inexistente nesse livro, pretendo lê-lo, espero que eu realmente goste dele :)

    http://pequenamiia.blogspot.com.br/

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  6. eu li ACEDE e também não achei grande coisa, mas gostei da leitura
    estou curiosa para ler os outros livros do autor, pois gostei bastante da escrita dele, mas confesso que ainda não comprei por achar os preços caros demais hahaha
    vi muita gente criticar Quentin nas resenhas, mas não sei... ele não me parece ser tão chato assim hahaha
    que bom que você não desistiu do livro!! quero ler ele, e espero não me decepcionar :D

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  7. Olá querida, sou sua seguidora a um tempinho, descobri seu blog por acaso, procurando um nome para colocar no meu, ainda não consegui, criar coragem para fazer um. Eu adorei mesmo sua forma de escrever sobre os livros que você lê, ela é bem cativante. Continue assim, adorei mesmo, e o blog está lindo. E este livro, cidades de papel, parece ser incrível, comprei ele na bienal aqui do meu estado, mas não tive a oportunidade de ler ele ainda. <3 Parabéns pelo ótimo trabalho amorzinho.

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    1. Olá! Muito obrigada pelo comentário. Fico muito feliz em saber que gosta da forma como escrevo minhas resenhas, obrigada de verdade. Quando criar um blog, mande o link para mim. Quero ter o prazer de segui-lo. :D

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  8. Oi!
    Finalmente alguém que tem a mesma opinião que eu a respeito de ACEDE! o/\o
    Eu achei bom, mas não achei nada de mais. Apenas mais um livro que trata de um assunto delicado para sensibilizar o leitor.
    É bom saber que uma pessoa com a mesma opinião que a minha, gostou de outros livros do John Green. Acho que vou dar uma nova chance para ele, talvez até, com Cidades de Papel. Quem sabe?

    P.S.: Não conhecia o seu blog. Mas adorei e já estou seguindo. Se quiser conhecer o meu também, esse é o link: http://nathieseuslivros.blogspot.com.br/ :)
    ;**
    Nathália.
    @NathiiMota

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